sexta-feira, 21 de outubro de 2011

sábado, 23 de julho de 2011

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Num não...

Num momento silencioso e cálido, um grito não pode ser ouvido, completamente dopada, por comprimidos dos variados tipos, todos prescritos, recomendados e assinados, suas palavras foram sufocadas, cada instante de seu palpitar deixava assim de fazer sentido, sua vida não mais contada, nem mesmo escrita. Curiosos liam seus pensamentos por diversas vezes, mas não poderiam mais ter a possibilidade de provar seus inúmeros solilóquios, pois dali em diante estava decidido que desistira de escrever para não ser lida, ou ser lida por intrusos, disfarçados e sigilosos que a vigiam em constante observação doentia.
Mas, nesse mesmo momento o seu mundo mudou, tudo mudou, as cores e fases, tudo em outro tom, em uma aquarela pintada de cor desconhecida, já não sabia mais como funcionar, um novo sistema havia sido implantado e agora seu condicionamento era desconhecido e perigoso. Medo, suspeitas e cuidado passaram a fazer parte do seu dia-a-dia, não de forma inédita, como já fora, mas agora aterrorizante a cada segundo um olhar, um segredo sendo visto e comentado, e ela não podia mais documenta seus dias, seus pensamentos, não podia mais se organizar, sua vida havia parado.
O mundo escuro e sem sentido é onde ela se encontra, perdida, assustada e sem orientação, com uma única certeza, não há como se constituir os seus pensamentos, seus delírios e suas realidades, as coisas não são mais como antes, agora estão emboladas numa mesma letra, numa mesma palavra, uma negação, num enorme NÂO.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Continuar...



Meu espírito sente vontade de voar, de sair e conhecer, ele quer viver.
Mas como, quando a mente está presa, num mundo paralelamente diferente?
Minha vida vem aos poucos parando, e parando... e eu vou tentando continuar, mas para quê, por qual motivo se esforçar e se esforçar, se dias passam, semanas passam, meses correm, e eu continuo fechada num mundo escuro...
Eu quero crescer, mas há algo que me impede, e o mais ridículo, sou eu mesmo que me esbarro, eu mesmo me saboto, eu mesmo me mato.
Há duas semanas numa batalha que esta esgotando minhas forças... E não posso parar agora, talvez seja esse o momento mais delicado e importante, o momento da verdade... não há mais espaço para o medo, agora é preciso coragem para assumir o que antes era insidioso.

terça-feira, 22 de março de 2011

Hora do Planeta 2011 - Estrelas



Hora do planeta, Sábado dia 26/03 a partir das 20hs30 durante 60minutos sem luz. Uma conscientização sempre faz a diferença. E você o que vai fazer?

sábado, 19 de março de 2011

O que ser...

Queria ser um anjo, mas com direito a liberdade
Queria poder voar para longe, sem saber voltar
Jamais me arrepender das besteiras que não fiz
E sentir o vento sobre a face, iluminando a alma

Como as borboletas ao dançar em sua brevidade
Perspicaz como a águia, à diante o limite afrontar
As douçuras estimulantes dos pardais primaveris
Ter a sabedoria duma coruja, sua amorosa calma


Ser como um lobo, que não foge da adversidade
Não importa quem sao seus inimigos a enfrentar
Com astúcia e competência , mostra a sua cicatriz
Andar descalça semelhante a fera com sua palma

Leão solitário e de cabeça erguida com a dignidade
Ter maternidade da chita e um filhote amamentar
A força do tigre em seus músculos sempre juvenis
Na grandeza do urso do seu abraço à sua espalma

Eu queria ser o completo das criaturas mais lindas

domingo, 13 de março de 2011

Mad World - Gary Jules



"Ao meu redor estão rostos familiares
Lugares gastos, rostos gastos
Claro e cedo para rachas diários
A lugar nenhum...
Suas lágrimas enchem seu óculos
Sem expressão...
Cubro minha cabeça, quero subverter minha dor"

quarta-feira, 9 de março de 2011

Palavras



Essa manhã tive a necessidade de escrever a todo o momento e na impossibilidade, fiz letras e formei palavras em minha mente, mas não consiguia ordená-las, precisei de uma maneira concreta para entender o que pensava e perceber o que necessitava.
Me desespero em cogitar a possibilidade de um dia não conseguir reconhecer os simbolos, ver palavras e não enxergar seus significados.
Um terror que vai crescendo na proporção da inutilidade que se tornará meu viver sem as palavras. Pois são elas o meu maior consolo.
Posso perder qualquer faculdade mental, menos a capacidade de desenvolver e compreender sinais, e quando isso fica tão confuso em meus pensamentos, então sou como um peixe fora d'água, uma bacteria anaeróbica no ambiente, sensação de sufocamento. Escrever é a única saída para ter a certeza que ainda há sanidade.
Escrever mesmo que não haja conteúdo ou coerência. Agora me sinto viva (e livre).

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Quase sem querer - Legião Urbana



Tenho andado distraído,
Impaciente e indeciso
E ainda estou confuso,
Só que agora é diferente:
Estou tão tranquilo e tão contente.

Quantas chances desperdicei,
Quando o que eu mais queria
Era provar pra todo o mundo
Que eu não precisava
Provar nada pra ninguém?!...

Me fiz em mil pedaços
Pra você juntar
E queria sempre achar
Explicação pro que eu sentia.
Como um anjo caído
Fiz questão de esquecer
Que mentir pra si mesmo
É sempre a pior mentira,
Mas não sou mais
Tão criança a ponto de saber tudo.

Já não me preocupo se eu não sei por que.
Às vezes, o que eu vejo, quase ninguém vê
E eu sei que você sabe, quase sem querer
Que eu vejo o mesmo que você.

Tão correto e tão bonito;
O infinito é realmente
Um dos deuses mais lindos!
Sei que, às vezes, uso
Palavras repetidas,
Mas quais são as palavras
Que nunca são ditas?

Me disseram que você
Estava chorando
E foi então que eu percebi
Como lhe quero tanto.

Já não me preocupo se eu não sei por que.
Às vezes, o que eu vejo, quase ninguém vê
E eu sei que você sabe, quase sem querer
Que eu quero o mesmo que você.

__________________________________________________________________

Não há tantas coisas que devam ser ditas,

não existem um só momento que não pode ser sentido...

Mas, sempre viverei distante do mundo, completamente fora dele.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Black Swan



Existe uma regra para criar suspense? Acredito que não se há regras quando a questão é criar. No entanto, o público amante desse gênero, sempre espera um fim supreendente.
O que com certeza não é o caso do Cisne Negro, uma vez que o filme é permeado pela a obra de Tchaikovsky, já esperamos um final lógico, inclusive por perceber as alucinações de uma neurótica em nível grave.
Logo, a classificação de gênero para essa obra de Aronofsky, não cabe no suspense.
Assisti o filme, e apesar de ter sido atrapalhada por um desagradável adolescente e seu celular tocando por duas vezes... É um filme forte e arrebatador no primeiro momento, o público é levado a viver o limite entre a dor e o prazer que a Nina convive, uma tensão do começo ao fim. As questões psíquicas vivenciada pela personagem de Natalie Portman, apresentam uma neurose já desenvolvida há alguns anos, seguindo uma linha psicanalítica, os sintomas alérgicos e suas coceiras, já ocorriam antes, ou seja um primeiro sinal de sua predisposição para o surto após uma forte pressão. Ali encontramos um primeiro sintoma de sua neurose, já a muito desenvolvida.
O filme trabalha com as emoções do público, que é contínuo os choques provocados pelo comportamento de Nina, afinal não é fácil ver uma pessoa em plena crise e devaneios.
Contudo, após o primeiro contato com o filme, e iniciado o movimento reflexivo, o filme perde a sua força, seu brilhantismo, e então resta apenas as maravilhas cinematográficas, pois o filme possui uma fotografia belissima, uma tecnologia incrível, a performasse de Portman é excelente, diante da telona, me perdia toda vez que procurava em Nina a Natalie, foi uma entrega a personagem de forma supreendente.
Foi um risco a ideia de Daren Aronofsky, e deu certo em partes, não conheço o trabalho dele, mas posso dizer que em Black Swan, trazer a beleza do balé e o sofrimento psiquicológico, que para os leigos podem parecer tratar de duas coisas distintas, foi muito brilhante. O seguimento psicanalítico foi grandioso, e ele conseguiu genuinamente demonstrar um caso de neurose com distúrbio dissociativo. Mas, falhou em querem fazer dessa obra um gênero de suspense.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Arnaldo Antunes - "Longe" - videoclipe oficial

Dois Lados


Em tempos e tempos, eu me deparo num abismo, posso dizer que isso aconteça em intervalos sempre muito curto, o que me dá a sensação de estar ilhada num imenso abismo, onde não há possibilidade de ir para nenhuma direção. A frenquência é sempre tão constante que diria imortal, a imortalidade do vazio que sinto, assim fica mais retratado, um vazio sem fim...
A única pergunta que perdura é, que vazio é esse? Que paradoxalmente me toma por inteiro. Me deixa sem rumo, sem noção. Será que existe algo o qual eu consiga classificar esse vazio? Acredito que não, portanto, martela uma pergunta retórica, num vício inexplicado, onde a razão está no fato que quando parar de me perguntar, talvez seja por ter conseguido conviver em harmônia com esse vácuo vital. E quem sabe esteja ai residindo o meu medo, porque eu sei que só podemos viver em plena união com a realidade no momento que ocorre a descoberta da verdade. E será nesse movimento que a persona por mim constituida cairá.
Dentro de mim há uma vontade de continuar, de ir atrás, de encarar esse vazio, e, em mim também existe uma fortaleza muito bem estruturada que não permiti ser vista, muito menos questionada... A peleja é grande, e eu já estou farta. Um lado de mim quer, enquanto o outro não permiti, duas forças contrárias, elas destroem minha sanidade. A ponto de perceber a insanidade como o meio encontrado para equilibriar, nesse equilibrio consigo saciar as duas partes. Apesar de não resolver, encontro instantes ínfimos, mas valiosos de descanso. O desespero está quando ao me acostumar a ficar nessa trilha de equilibrar. E dai me perder sem saber o por quê tudo começou... Tenho medo de enlouquecer, ao mesmo tempo, vejo na loucura a única paz.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Fuga

Diante dum caminho manifesto
Daqueles que não se conhece
Onde a alma que se fenece
Reconhece no corpo empesto
A necessidade de fuga

Duma pequenez oriunda
Da inocência profunda

Es que num reflexo desempesto
E na pura loucura esclarece
Essa condição de vida esvaece
Tornando-se nem tão indigesto
Desde já partiras a luta

Agora graúdo uma ideia circunda
A novos mundos a alma se inunda

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Adeus 2010


Há um ano atrás eu não diria que me sentia bem, por ter completado mais um ano, nem tão pouco havia esperanças de iniciar outro ano, contudo, os dias se passaram e finalmente eu me encontrei, ou pelo menos já sei qual caminho posso tomar e qual não irei mais nem se quer olhar.
Iniciei 2010 extremamente confusa, perdida, diante de todos os meus demônios e ainda com muito medo de os enfrentar, mas não tinha como voltar a trás, pois ali estavam eles e eu. E sabia que aquela poderia ser a minha última tentativa para fazer valer a pena viver. E assim aconteceu. Não tão fácil como talvez pareça, muito pelo contrário, foram muitas noites em claro, muitas lágrimas e bastante tormentos... com certeza o meu mundo era o inferno.
Hoje posso dizer aliviada que ele era, e não, não é mais... Ainda longe de sentir-me no paraíso, mas com certeza, posso descansar longe daquele cheiro de enxofre que contaminava a minha alma.
Nesse ano me afastei de tantas coisas, de tantas pessoas... E com certeza foi a melhor decisão que tomei... afinal, precisava desse tempo, um tempo meu, onde só houvesse eu, o que muitas e muitas vezes era extremamente perigoso, assim como penoso, mas necessário.
Passaram-se dias, semanas e meses sem sair de casa... sem ver amigos, parei de trabalhar, de estudar, de namorar, de ver o mundo girar, de ver gente pelas ruas, de jogar conversa fora na mesa de um bar, parei de sentir, e houveram dias que até parei de sonhar... O bom de tudo isso foi que consigo hoje percebe tantas coisas que antes era impossíveis, aprendi a perdi perdão, e não vejo mais isso como sinal de fraqueza, mas como sinal de humanidade.
A minha melhor gratificação de tudo isso foi poder retornar a acreditar na minha família. Ainda não sou fã do verbo amar, mas sei que possuo o melhor presente, o melhor dom, possuo uma família que sem igual, chorei e fiz eles chorarem, choramos juntos, e também sorrimos juntos, porém quando choravamos nos abraçavamos e compartilhavamos entre nós um sentimento de compaixão que jamais tinha dado espaço para aceitar, e quando sorriamos, nossos sorrisos não eram apenas compartilhados por nós, mas por todos aqueles que juntos estavam... Tenho pais e irmãos que sei, posso contar com eles, sempre e sempre, e talvez os meus problemas foram gerados a partir dessa união familiar, mas o melhor de tudo que foi apenas e graças a eles, que consegui solucionar a maior parte desses mesmos problemas... Sem eles talvez não teria ficado doente, mas com certeza se eles não existissem, jamais estaria me tratando, e nem teria tentado.
Não faria nada diferente, não me arrependo de nada que fiz nesses 26 anos que se passaram, e diria que 2010 foi o melhor ano que tive até hoje. Pois, a partir de tanto sofrimento, estou crescendo e aprendendo que viver é muito bom.
Paz? Eu não quero paz, porque a guerra é necessária ainda mais quando ela é interna, só nas adversidades que daremos valor ao simplório, e quando se tem humildade as grandezas da vida viram como consequência. Não, não creio em felicidade, mas acredito em estar bem de espírito, e o meu espírito só fica bem, quando eu consigo conviver com os meus demônios, porque deles também não vale a pena se separar, afinal são eles que me fazem ir adiante. De qualquer mal, sempre haverá um bem.
E que venha 2011, não tenho planos, agora aprendi a viver um dia de cada vez.
SEJA BEM-VINDO 2011!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

terça-feira, 26 de outubro de 2010

O Brasil não pode retroceder, NÃO ao Serra, não aceito mais PSDB!!!



Eu voto na guerrilheira, eu apoio aquela que ao invés de se esconder lutou pelo futuro do nosso país, que enfrentou as torturas na prisão da Ditadura, eu voto Dilma para presidente do Brasil, o Brasil que deve ser do povo!!!!!!

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

O não a ser dado

"Um homem veio a um szabó, alfaiate, para experimentar um terno. Parado diante do espelho, ele percebeu que o colete estava um pouco irregular na parte inferior. - Ora – disse o alfaiate. – Não se preocupe com isso. Basta você puxar a ponta mais curta para baixo com a mão esquerda, que ninguém jamais vai perceber nada. Enquanto o cliente fazia exatamente isso, ele notou que a lapela do paletó estava com uma ponta enrolada em vez de estar rente. - Isso? – perguntou o alfaiate. – Isso não é nada. É só você virar a cabeça um pouquinho e segurar a lapela no lugar com o queixo. O freguês obedeceu e, quando o fez, observou que a costura de entrepernas estava meio curta e que o gancho lhe parecia um pouco apertado demais. - Ora, nem pense nisso. Puxe o gancho pra baixo com a mão direita, e tudo vai ficar perfeito. – O freguês concordou e comprou o terno. No dia seguinte, o homem estreou o terno com todas as alterações de queixo e mãos. Enquanto ia mancando pelo parque com o queixo segurando a lapela no lugar, uma das mãos puxando o colete, e a outra mão agarrada ao gancho, dois velhos pararam de jogar damas para vê-lo passando com dificuldade. - M’Isten, meu Deus! Disse o primeiro velho. – Veja aquele pobre aleijado. O segundo homem refletiu por um instante antes de sussurrar. - Igen, ele é bem aleijado mesmo, mas sabe o que eu queria saber… onde será que ele comprou esse terno tão elegante?"
ESTÉS, Clarissa Pinkola. Mulheres que Correm com os Lobos - Mitos e Histórias do Arquétipo da Mulher Selvagem. Trad. Waldéa Barcellos. Ed. Rocco, Rio de Janeiro. 1992, pág. 344 s.

É horrível quando você não está confortável na pele que te dão, ou na pele que você mesmo põe. Aceitar a imposição de sair de casa como você não é, seja porque há uma obrigação real ou abstrata, ou uma imposição dada por ti mesmo.
Seria muito fácil dizer, não compre esse terno ele não te serve, porém sempre compramos um terno igualmente mal feito, que não nos serve, e fazemos isso por apenas não saber dizer não. Quantas vezes eu fiz e faço isso comigo mesmo? Inúmeras vezes e nunca aprendo, e talvez seja porque por mais que me achem aleijada, existe algo que sobrepõe o meu defeito, aquele que é melhor criar do que mostrar o original, e quando isso acontece as pessoas vêem exatamente o que eu quero que elas vejam, a roupa que eu comprei... a veste que eu aceitei usar mesmo sabendo que é imperfeita, que não me cabe.
Agora, eu pergunto, disfarçar um defeito original? Qual defeito é esse que eu falo? Provavelmente ele nem exista, o que existe é um comportamento fora do padrão, um modo de ser o qual as pessoas ridicularizem ou talvez não, na verdade ridicularizam sim. Mas, o qual é o meu verdadeiro eu e não vale a pena esconder, não vale mais a pena.
Por muitos anos andei como uma aleijada, e posso dizer com total certeza isso dói, afinal não é nada agradável ficar torta para entrar numa medida errada, mas mesmo doendo existe uma recompensa, aquilo o qual as pessoas dão mais valor é reconhecido, é visto e é aceito, então, a dor valia a pena, o resultado final eu tinha... mas não me sentia bem e óbvio num momento esse terno se torna impossível de continuar, as dores se tornam grandes demais para aguentar e é necessário parar, é necessário reavaliar o que vale a pena.
E essa auto-reflexão é tão aflitiva que por muitos momentos não quis desistir e voltar a usar o velho terno e sair, afinal de certa maneira dava certo antes, se eu força só mais um pouquinho eu consigo. O parar e pensar dói mais do que andar aleijado, essa é a sensação que eu tenho.
Só que não posso, eu não posso mais continuar assim, eu preciso aprender que lá atrás houve um não, que deveria ter sido dado e eu não dei, e hoje eu devo saber quando dizer esse não, e sair mesmo que com um terno nem tão bonito, mas que eu seja percebida como eu veradeiramente sou.




terça-feira, 19 de outubro de 2010

formspring.me

Pergunta ai... Sintaxe a vontade! http://formspring.me/dudosmilk

sábado, 16 de outubro de 2010

Faculdade de Medicina do ABC disponibiliza tratamento de todos os casos oncológicos gratuitamente.



A Equipe de Oncologia da Faculdade de Medicina do ABC informa que, além do tratamento de todos os casos oncológicos inteiramente grátis, estão com protocolo novo para câncer de pulmão e mama, com novos medicamentos que ainda não estão disponíveis no mercado e que estão dando uma nova perspectiva no tratamento destas duas neoplasias.
Caso vocês conheçam alguém que tenha um destes dois tipos de tumores e queiram fazer o uso deste novo protocolo, poderão indicar esta equipe, pois o tratamento, além de gratuito e inédito, faz parte de projeto multicêntrico mundial.

Endereço: Centro de Pesquisa em Oncologia
Av. Príncipe de Gales, 821 – anexo 3 – Oncologia.
Santo André SP (Prédio da Faculdade)
Fone: (11) 4993.5491
Marcar consulta que logo será agendada


DIVULGUEM

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Limite


As vezes não há porquê, não há qualquer explicação. A vida vai passando e se moldando de maneiras que nem sempre são compreendidas, outras nem se quer aceitadas, mas não adianta reclamar a melhor saída é se adaptar a sua nova vida. Pelo menos existirá uma chance de vivê-la plenamente. Não é aceitar o que acontece e ponto final, mas quando os caminhos possuem o mesmo destino, então só há uma boa opção, o caminho menos pior e por que não o melhor...
O que cabe não é dobrar a vida, ela já tem sua chegada certa, apenas precisa se decidir por qual dos caminhos seguir, afinal essa vida as vezes tão implacável e decidida, sempre dá opções de trilhas diferentes a percorrer.
Então, qual estrada pegar, quando sente que todas já foram testadas e não foram aprovadas? Como aceitar que a vida só dá "x" quantidades de caminhos para seguir e todos parece-lhe ruins?
Quando é a hora de entender e aceitar que chegou o momento de parar e não adianta por mais que queira, não vai, há um limite, mesmo não querendo aceitar, mesmo não querendo ver, existe um limite... o seu limite diante da sua vida.
É no mínimo frustrante demais perceber que por mais absurdo de admitir, é um fato. Existe um limite que parece muito perigoso transpor, como uma violação da sua vida, ou seja, a procura de viver você morre.
Sinto no meu espírito uma vontade tão grande de exceder esse limite e viver plenamente mesmo sabendo que tem um perigo o de não mais viver... e sinceramente não importa. Pensando em um pássaro que vive numa gaiola a sua vida inteira e possui o seu maior sonho o de voar, afinal é para isso que ele nasceu, ele não pode, há um limite em sua vida... a vida que infelizmente ele viveu, preso na gaiola, e quando esse pássaro se libertar ele poderá voar, mas não vai viver muito tempo, pois ele não sabe viver livre e portanto, morrerá. Se eu fosse esse pássaro eu preferiria viver livre mesmo tendo a consciência que não irei durar muito, mas por alguns dias eu teria a qualidade de vida que nunca tive naquela gaiola, e só assim, eu viveria.
Todavia, agora é o momento de pensar, e me dá a chance de viver com qualidade, mas por muito mais tempo... Eu quero passar além do meu limite e viver com qualidade a vida que é minha por direito, eu quero encontrar aquele caminho que a vida me deu e eu não consegui experimentar por causa da vida que me foi dada e com consequência uma barreira, mas antes de morrer eu quero tempo para sentir o prazer do vento batendo em meu rosto, serei livre de mim.

domingo, 26 de setembro de 2010

sábado, 28 de agosto de 2010

Alanis Morissette - That I Would Be Good



Que eu esteja numa boa, mesmo se não fizesse nada, mesmo quando nada estivesse legal, mesmo que engordasse 10 libras, que eu esteja ativa, mesmo entorpecendo a mim mesma, que eu esteja numa boa, mesmo que a verdade fosse escondida de mim, mesmo se perdesse a sanidade...

Como ser no mundo em um mundo que o estar se torna mais importante?


Queria poder falar sobre o que sinto, queria agora conseguir expressar meu estado, mas não será possível, pois me falta prazer, faltam palavras para serem compartilhadas, falta com quem compartilhar... Falta algo a mais, falta-me coragem.
De certo ainda não encontrei a mim para que possa me escutar e me entender, e por isso vejo tantas confusões, distorções de minhas ideias, uma vaga lembrança da aquilo que me torno a cada momento, como se a cada instante vivido passasse tão rápido que o tempo entre processar o acontecimento e o conciliar uma nova informação que ocorre ao mesmo tempo fossem velozes demais ou intensas demais para que consiga percebê-las.
Sinto falta de tempo, falta de mim. E hoje não é mais a rotina, o estresse, o dia-a-dia enloquecido de trabalho e estudos que me privam de mim, mas a inconstância de ser e estar, o querer mais do que posso conseguir acompanhar nesse ato de vida que tenho, há um querer de estar sendo eu no mundo, todavia esse estar não anda permitindo-me que eu seja isso aqui no mundo, simplesmente, isso, sem máscaras, sem disfarces, eu de cara limpa. Estar diariamente, estar na família, estar na rua, estar entre outros, estar sozinha, o estar na vida, não permiti que eu consiga ser, ser diariamente, ser na família, ser na rua, ser entre outros, ser sozinha, o ser na vida.
Dizem que preciso aprender a estar no mundo, eu penso que preciso aprender a impôr o meu jeito de ser no mundo, porque o estar é vacilante, é ilusório, é falso. O ser, é. Preciso aprender a deixar a preocupação de estar e admitir que meu ser na verdade está jogado, e quem sabe aprender a viver por ai, sem a preocupação do estar, apenas entendo que posso afirmar que sou.
Aprender que o mundo gira e os dias só são iguais aqui, para mim, porque nenhum nascer do sol é igual ao do dia seguinte, e portanto os dias são diferentes, e são diferentes também em mim enquanto pessoa que procurar estar, e eu só vou descobrir isso, quando eu entender que o estar é passageiro, e por isso passa, como fumava em dia de vento, o que causa desconforto e medo e quando se está apegado ao estar, o que preciso é ser incondicionalmente, e assim aprendendo que aquilo que provavelmente me faz sentir os dias iguais é o fato de ser. Porém o que pesa, é não poder ser, mas aprender a estar no mundo que muda, enquanto um ser.

OBS: Não era nada disso que eu ia escrever...

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Eu, segundo o número quatro

Sim desde de 2000 percebo que essas coisas de horáculos, números e signos não tão lá muito certo comigo, talvez se me concentra-se em algo mais pessoal poderia bater melhor com minha personalidade...
Essa manhã estava ouvindo uma matéria sobre numerologia, quando entrei no site da Aparecida Liberato e procurei saber qual é o meu número. O que segue abaixo é o resultado, com meus comentários entre conchetes.

Você é número 4


Seu desafio é desenvolver sua capacidade como excelente organizador e planejador pois tem habilidade para ver as coisas com bom senso e de maneira prática. [Enorme desafio] Você deve aprender a ser determinado, realista e a ter força de vontade. [O meu maior aprendizado, com certeza] Você sabe que a perseverança, a concentração e esforço constante é que lhe permitem alcançar seus objetivos. [Isso me responde o porque cada vez mais estou tão longe dos meus objetivos, onde estão minha perseverança, concentração e esforço??] Uma vez que uma decisão é tomada será seguida até a conclusão completa. [Claro... se eu não ficasse pensando e pensando e sonhando e sonhando e viajando e viajando] Quando criança era atraído por tudo o que pudesse montar, ou que usasse as mãos, como artesanato ou jardinagem. [Como Lego e Massinha também são válidos?] Tudo que tomasse forma. [Forma de cinzas pode ser também? Tinha atração por pôr fogo nas coisas]

Você é uma pessoa muito prática, e tem que ver utilidade em tudo o que faz. [Sim, com certeza, minha família que o diga como sou prática] Por isso valoriza tanto o trabalho. Muitas vezes faz porque é necessário e não porque gosta, o que pode gerar infelicidade e descontentamento. [Isso é real, minha psicologa que afirme] Os amigos podem ser poucos em número, mas são relacionamentos baseados em confiança e seriedade. Leal e devotado, você faz o melhor nas parcerias afetivas e de trabalho. [Montarei enquete para saber, e selecionarei as pessoas para que a resposta seja bem baseada (manipulação de resultado é o que consegui aprender com política)]

Nos aspectos negativos você pode ser seguidor de uma estrutura rígida que impõe a si próprio e aos outros também. [Cem vez a mais para mim mesma eu diria] Pode ser teimoso, intransigente, de visão limitada, e repressivo. [Eu teimosa, intransigente e repressiva?? Absurdo] Pode ter uma tendência a se prender na rotina diária dos negócios, do trabalho, e em detalhes de pouca importância e, com isto, perde grandes chances e oportunidades que possam surgir. [Apenas a detalhes de pouca importância] Seu excesso de rigor e severidade pode conduzi-lo ao isolamento. [Puxar conversa me desgasta] Para diminuir esse aspecto difícil deve aprender a aceitar a opinião dos demais, a ter senso de humor e concordar com mudanças na vida. [Mais??]


O que foi dito aqui possui suas verdades, coisas as quais eu preciso realmente aprender a me tornar, outras que eu preciso deixar de ser, de certa maneira parece que há um oposto em cada frase nesse número 4, correspondente a minha pessoa. Sinto que sou organizada, mas não por planejamento e nunca serei, até porque minha organização é extremamente particular, me pergunte onde estão as folhas de sulfite e eu te darei, vá procurar e não encontrará. Essa é minha organização.

Procuro sempre ter bom senso nem tanto para decidir algo, porque minhas decisões são sempre impulsivas, mas para conseguir viver em harmônia com as pessoas a minha volta no dia-a-dia. Absolutamente preciso aprender a ser determinada, vejo exatamente nisso o meu erro por não conseguir finalizar meus objetivos, o problema não está tanto na falta de planejamento, mas na falta de determinação e sim, a minha falta de determinação é igual a minha falta de realidade para com a vida. Vivo constamente pensando, pensamentos tão acelerados que não me deixam sentar e concentrar no que preciso, sempre tenho algo novo e aparentemente mais interessante em mente. Por exemplo, preciso ir até o quarto buscar uma blusa. Entro, bato os olhos na mesinha, pego óculos e saio, sento na sala, sinto frio, volto ao quarto para pegar a blusa, abro o guarda-roupa e tiro a manta, chego na sala e percebo que não era aquilo que deveria ter pego, e quem sabe na terceira vez tenho mais sucesso em pegar o que pensei desde a primeira vez. Nunca vou deixar de ser tão acelerada, essa é a sensação. Por isso a perseverança, uma concentração e um esforço constante é o que me faz terminar algo, preciso não desistir de pegar a blusa, mesmo que precise ir vinte vezes até o quarto, só que tudo isso cansa, e as vezes fica mais fácil pedir para alguém, não por preguiça, mas para que algo que é fácil não se torne tão demorado e dificultoso. Quando eu era criança tudo me era interessante, fosse feita com os pés ou com as mãos e quando proibida de fazer qualquer coisa, era feito com a mente. A forma é mais interna do que externa, até porque sei muito bem que nem tudo que percebo é percebido da mesma forma por outros. A forma mais procurada é a minha e sempre ela está dentro e não fora.

Praticidade e utilidade nunca foram minhas características, poderia ser, pois até tenho admiração por certos tipos, gosto de quando encontro alguém prático que visa a utilidade em algo, só que tenho sempre a impressão que isso quebra, destroi qualquer tipo de criatividade espontânea, então perco o interesse e a admiração pela pessoa. O trabalho nunca vi como algo importante, sempre trabalhei para poder ajudar em casa, mais por necessidade, entanto que jamais dei valor ao trabalho, dou valor as minhas responsabilidades com a função que assumo e não com o trabalho em si, o cargo, a posição e até o salário, são detalhes nada demais, o mais importante é o que tenho além disso, minha família, meus amigos. Para mim trabalho é mais status e por isso as pessoas desempenham no final um trabalho sempre tão ardúo. A minha infelicidade está mais atrelada ao fato que quando estou dentro de uma responsabilidade, olho o mundo e sinto que estou perdendo alguma coisa lá fora. E como disse, o que está além é minha família e meus amigos, por isso tento fazer sempre o melhor em função disso, o que não que dizer que sou competente, mas sei que não sou de todo mal.

E nisso sou severamente rígida comigo, me cobro muito, e muitas vezes cobro os outros, afinal quero no mínimo perceber que está valendo a pena o que faço por eles. Não tão ligado no retorno direto pra mim, mas entendo que se estou me esforçando para realizar aquilo que meus amigos e familiares esperam de mim, quero apenas ver que essas pessoas posssam retribuir com outros também, ou seja, as pessoas que gosto podem ser maravilhosas comigo, mas precisam ser também com outros, senão me enganei ao pensar que são maravilhosas. Sou teimosa, absolutamente teimosa, mas não sou intransigente e nem repressiva, mas procuro deixar claro minha concepção sobre a situação, faça o que quer, mas saiba que é assim que penso sobre e não vou te ajudar e nem afirmar algo simplesmente para agradar, isso soa como repressão, então digo que na verdade as pessoas querem fazer algo tendo a certeza que há alguém apoiando a decisão, ao contrário se sentem reprimidas. Eu não as reprimo, apenas não fico ao lado se não concordo, mas sinta-se a vontade, comigo longe. E certamente não possuo uma visão limitada, tenho preconceitos, vários aliás, porém estou sempre aberta a conversas e discussões, e geralmente revisando minhas ideias e posições, e isso me faz uma metamorfose nata, o que acredito me tira de uma visão limitada. Não me apego a rotinas, apesar de me sentir segura com elas, só que há dificuldade de viver numa rotina, estou sempre em transformação a cada dia vivendo com regras diferentes, num novo prisma, e com certeza insegura sempre, afinal o novo é sempre obscuro. E o que é desconhecido trás insegurança. Contesto tudo, até o que acredito, para ter certeza se o que acredito realmente vale a pena a acreditar, é essa mania constestatória me afasta das pessoas, sou chata resumindo. E isso me faz isolar de algumas maneiras. De qualquer forma, possuo senso de humor, as vezes humor negro, humor sagaz, humor irônico, mas humor, até pastelão conforme o dia. Agora o difícil é aceitar as mudanças que a vida nos impõe.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Mudanças

Que bom também ser uma metamorfose ambulante ao invês de ter aquela velha opinião formada sobre tudo.
Hoje atualizando minhas comunidades no site de relacionamento, exclui a comunidade 'TRAIÇÃO é falta de caráter", fiz quase que automaticamente, e quero explicar o motivo da mudança de opinião.
Opinião (DOXA) é aquilo que possui distância da verdade, uma conjectura, baseada em suposições, por isso, espero sempre poder ter um espírito que mude de opiniões, tornando-se livre.
A personalidade decidida e aparentemente estruturada, sempre avaliei uma traição conjugal como um ato onde a principal característica está, a falta de caráter. Pensava... Casou? Respeite. Se quer namorar? Então que seja uma única pessoa de cada vez, por gentileza. Quer escolher? Fique solteiro. Essas premissas são tão seguras que jamais dei chance de mudanças a ela. Até que...
Um processo mudou, sentimentos mudaram, a vida mudou, e o amadurecimento mudou minha visão pelo mundo, pela a humanidade e suas inter-relações pessoais.
Os homens (humanidade) estão livres para as mudanças dispostas pela vida, e os motivos são vários, são grandes ou pequenos, são fortes ou fracos, mas são motivos... E quem poderá vestir a pêle do outro e sentir seu peso, para entender o porquê fez o que fez, ou seja, quem somos nós para dizer que alguém não possui caráter por causa de traição? Não estou vivendo a relação da pessoa, não estou sentindo o que eles sentem, não sinto o que meu parceiro sente, logo não posso julgá-lo como sem caráter por um motivo que não me compete, mesmo que seja eu a traida, cada um possui uma razão.
Todos possuem telhados de vidro, assim como eu... que mesmo sem jamais ter traído um namorado, já fiz o papel da amante. Sim, eu alegava que estava solteira, não é minha amiga, e eu vim primeiro que ela na história, ele era apaixonado por mim antes dela, então não tenho culpa... Jean-Paul Sartre dizia haver uma consciência reflexiva, que após o que fazemos procuramos analisar suas valias, mas enquanto estamos vivendo essa consciência reflexiva, somos inteiramente cobertos por uma forte atitude de defesa, sempre ao analisar nossas atividades acontecidas imediatamente criamos desculpas para livrar-nos da própria auto-culpa.
E sim, talvez tudo que eu me alicercei na época fosse verdade, eles nem eram casados, mas isso não justificava o meu ato, minha postura diante do acontecido, não posso simplesmente dizer que eu possuo mais caráter porque não trai meu namorado, enquanto estou ajudando ao um homem trair sua namorada.
E nem foi por esse fato que acabo de revelar que me fez mudar de opinião, mesmo porque entrei nessa comunidade exatamente na mesma época, por me sentir traída por ele...
Troquei de conjectura, quando parei para analisar os motivos dele e suas causas, quando soube das histórias de traição ou pseudo-traição dos meus amigos e conhecidos. Observei os dois lado das histórias, percebi a dinâmica dos relacionamentos.
E ao ver aquela comunidade na minha página, percebi que aquilo não é mais a minha opinião. Hoje não quero opiniar sobre esse tipo de questão, eu quero pensar sobre...
Ainda possuo a mesma postura diante da questão, quer conhecer outra pessoa não namore, respeite, principalmente casada... Mas, não jogo mais a pedra.
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domingo, 1 de agosto de 2010

Peça de Frank Wedekind - Despertar da Primavera

Seguindo de certo modo a última postagem, estou agora a pensar e a trazer uma nova discussão sobre sexualidade, não exatamente sobre a questão antes que pensei fazer, porém, disposta a entender num prisma atual, sob os dias de nossa sociedade.
Essa noite assisti a peça Despertar da Primavera, que devo antes de mais nada dizer, que é um belíssimo texto, forte e extremamente sério, onde Franklin Wedekind conseguiu com certeza a absoluta forma de expressar a mais sincera e genuina questão da alma humana, aquilo que não se faz preciso explicações para se entender, onde podemos perceber o inatismo à sexualidade presente de forma única. Ao ver a apresentação tive a certeza que não poderia ser tratar da melhor forma de levar as ideias Freudianas ao público mais leigo, infelizmente repleta de censuras e preconceitos, totalmente diferente da ideia original de seu autor.
Entanto, reportando o contexto social de 1981 para 2010, precisamos apontar algumas diferenças e também suas semelhanças.
A primeira polêmica, a atriz que por ter dezesseis anos de idade foi proibida por determinação judicial, representar específicas cenas de seminudez e simulação de ato sexual (apesar da atriz ser emancipada). Em defesa da cena, uma censura onde colide com uma nação democrática, levando em consideração que se trata de uma jovem emancipada, onde tem direitos legais, iguais a de qualquer cidadão brasileiro adulto. Todavia, a discursão não é sobre os direitos cívicos e jurídicos, mas sim, a preservação da integridade na formação psíquica de uma criança. Essa atriz aos seus dezesseis anos já possui uma formação sexual estruturada e um senso psicológico integro, onde não trará danos a sua vida particular na vida adulta? Sim, foi o que disseram dois psicólogos que a acompanharam em análises determinadas pela justiça.
A segunda polêmica é a faixa étaria da peça, maiores de 18 anos, e acima de 16 anos acompanhados por seus responsáveis. Então, estariam essas crianças de 16 anos preparadas para assistir Despertar da Primavera? Isso talvez a justiça não quis perder tempo.
Vejo a força que a peça passa ao seu público, as cenas são marcantes, temas profundos, que a sociedade não queira tomar ciência dos assustos abortados, já se era de esperar, mas os pais e nós adultos que a assistimos, devemos nos perguntar, nossos jovens estão de todos prontos para entender a ideial original do autor, e as maneiras que são representadas no palco?
Sim, basta de hipocrisias. Sim, está na hora de conscientizar os nossos jovens sobre a sexualidade de modo geral, sem preconceitos, sem medo, sem pudor, mas também devemos respeitar o limite deles, pois há uma limitação intelectual que devido ao próprio desconhecer do assunto, não deve-se falar, ou dizer, devemos ainda respeitar e agora devemoa a aprender a respeitar suas capacidades lúdicas que eles ainda possuem e o quanto é importante que eles aprendão as coisas de forma natural, que haja neles as dúvidas sobre e a liberdade de imaginação. E diante da nossa sociedade do século XXI, podemos perceber após uma rápida e fácil observação que a juventude é tardia e retardada, cada vez mais os jovens estão demorando para casarem, estão demorando para assumir compromissos, seja quais forem, nossos jovens estão tendo uma vida sexual mais cedo e assumindo suas responsabilidades mais tarde. Não seria o caso, de discutir a seriedade de qual é a importância e como informar os temas expostos na peça, para os jovens?
Pois, quando Wedeking escreveu ele via uma sociedade onde os jovens, assumiam as responsabilidades da sexualidade mais cedo, de maneira até prematura, segunda a nossa sociedade, porém, esses jovens apesar de também teveriam ter tido informações antes, na sua solterice, eles pelo menos tinham a responsabilidade, que vinham de maneira quase sempre junta a ciência sobre assuntos sexuais. Enquanto hoje em dia, aprendem antes, mas só tomam responsabilidades anos depois.
Nossos jovens ainda estão descobrindo, e toda essa descoberta devem ocorrer de maneira zelosa.
A Despertar da Primavera, defendo eu que deve ter como público alvo pais, e adultos para que eles vejão e entendão as consequências de exagerados pudor sobre questões sexuais sejam elas de qualquer natureza, devido ao teor agressivo e brilhante que Frank Wedeking escreveu, e Charles Möeller e Claúdio Botelho soberam adaptar de maneira mais peculiar da adaptação original dos diretores estadunidenses. Afinal é um absurdo mais de um século se passar, e ainda encontrarmos pais e responsáveis completamente despreparados, puticos e com pensamentos religiosos dão arraigados que não permite uma conversa sobre sexualidade dentro de suas casas, que ainda hoje há pessoas que preferem não enfrentar a violência doméstica, a gravidez na adolescência, o aborto, incesto ou pedofilia, homossexualidade e suicídio.
A equipe da peça está de parabéns. Um história dramática e importantíssima, além de sua beleza poética, emocional e responsabilidade social.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Abandonar o preconceito, durante um tratamento.

"...e que considera horrível o caráter perverso de suas fantasias, cabe-me frisar que não compete ao médico tal condenação apaixonada. Entre outras coisas, considero despropositado que um médico, ao escrever sobre as aberrações das pulsões sexuais, sirva-se de cada oportunidade para intercalar no texto expressões de sua repugnância pessoal ante coisas tão revoltantes. Estamos diante de um fato, e é de se esperar que nos acostumemos a ele pondo de lado nossos próprios gostos. Precisamos aprender a falar sem indignação sobre o que chamamos de perversões sexuais - essas transgressões da função sexual tanto na esfera do corpo quanto na do objeto sexual. Já a indefinição dos limites do que se deve chamar de vida sexual normal nas diferentes raças e épocas deveria arrefecer tal ardor fanático. Tampouco nos devemos esquecer de que a perversão que nos é mais repelente, o amor sensual de um homem por outro, não só era tolerada num povo culturalmente tão superior a nós quanto os gregos, como também lhe eram atribuídas entre eles importantes funções sociais. Na vida sexual de cada um de nós, ora aqui, ora ali, todos transgredimos um pouquinho os estreitos limites do que se considera normal. As perversões não são bestialidades nem degenerações no sentido patético dessas palavras. São o desenvolvimento de germes contidos, em sua totalidade, na disposição sexual indiferenciada da criança, e cuja supressão ou redirecionamento para objetivos assexuais mais elevados - sua “sublimação” - destina-se a fornecer a energia para um grande número de nossas realizações culturais. Portanto, quando alguém se torna grosseira e manifestamente pervertido, seria mais correto dizer que permaneceu como tal, pois exemplifica um estágio de inibição do desenvolvimento. Todos os psiconeuróticos são pessoas de inclinações perversas fortemente acentuadas, mas recalcadas e tornadas inconscientes no curso de seu desenvolvimento. Por isso suas fantasias inconscientes exibem um conteúdo idêntico ao das ações documentadas nos perversos, mesmo que eles não tenham lido a Psychopathia Sexualis de Krafft-Ebing, livro a que as pessoas ingênuas atribuem uma parcela tão grande de culpa na gênese das tendências perversas. As psiconeuroses são, por assim dizer, o negativo das perversões. Nos neuróticos, a constituição sexual, na qual está contida a expressão da hereditariedade, atua em combinação com as influências acidentais de sua vida que possam perturbar o desenvolvimento da sexualidade normal. O curso d’água que encontra um obstáculo em seu leito reflui para leitos antigos que antes pareciam destinados a permanecer secos. As forças impulsoras da formação dos sintomas histéricos não provêm apenas da sexualidade normal recalcada, mas também das moções perversas inconscientes."

Li esse trecho hoje na obra Um caso de histeria. Três ensaios sobre a teoria da sexualidade e outros trabalhos de Sigmund Freud. Espero voltar aqui novamente para comentar esse trecho que dando me chamou a atenção e explicar o motivo do mesmo.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

S.O.S. AL e PE

Música de Luís Gonzaga




À tragédia em Alagoas e Pernambuco
Sejam volutários nessa batalha
http://www.voluntariado.org.br/




Alagoas
Pernambuco

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Parmênides

Eu amo Parmênides, mas amaria muito mais se ele não tivesse escrito "São dois caminhos dignos de sondar, e os únicos". Precisava da palavra "dignos"? Assim, poderiamos confirmar com muito mais veemência que são apenas dois e únicos caminhos, ponto. O Ser e o Não-Ser.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Nossos Atos, Nossas Responsabilidades

Após uma análise histórica sobre as formações culturais e religiosas de cada sociedade em sua especificidade, podemos perceber que foram criadas, fortificadas, cresceram através de guerras, pessoas matando e morrendo, muitas vezes em nome de deuses, ou um D'us como no caso da Bíblia, onde contém toda a descrição da formação das sociedades Hebraicas e as primeiras comunidades Cristãs. Guerras em nome de D'us perpetuaram todas as tradições conhecidas, ainda existentes ou extintas. E infelizmente, depois de milênios ainda vemos guerras santas acontecendo, pessoas matando e morrendo em nome de D'us, e deuses. Não apenas em sociedades mais tradicionalistas e ortodoxas, como islâmicas ou hinduístas, mas também em comunidades de países mais liberalistas, como o caso do Domingo Sangrento em Ulster na Irlanda do Norte. Temos também o 11 de Setembro, que retratada o quanto essas guerras santas, podem chegar próximo de sociedades até chamadas laicas. Afinal, quantos estrangeiros morreram nessa tragédia?
Diante desses fatos e atos, cada dia mais, a Sociedade Globalizada do Terceiro Milênio, deveria possuir um olhar mais abrangente e menos preconceituoso sobre os eventos Ecumênicos, onde tentam de maneira ainda vagarosa, mas mostrando a pontêcia eficaz de suas finalidades e ideais. Talvez Freud, chamaria esses eventos de uma histéria comunitária, Marx de uma dialética política entre senhor e escravo. No entanto, o que homens do século XIX não perceberam, ou não quiseram falar foi, no fato, sim fato, de quantas pessoas, familias, civilizações, comunidades das mais arcaicas antre as mais modernizadas sofrem com esses conflitos religiosos. Contudo, não apenas homens brilhantes como os citados acima, mas também homens mais vulgares e emburrecidos pelo preconceito em 2010 da Era Cristã, possuem uma postura tão adversa ao que realmente, hoje pode salvar vidas, mesmo de maneira pequena, porém ainda assim, contribuindo para a formação de novos cidadãos, que antes de erguerem uma bandeira devendendo sua religião, erguem suas cabeças para a primeira lição de uma vida em comunidade civilizada, o respeito mútuo, mesmo em frente das diferenças e diversidades presentes.
Dias 22 e 23 de Maio de 2010, ocorreu a festa chamada Summer Night num parque de Diversões, no bairro do Limão, em São Paulo, Capital. O Evento é uma rave religiosa cristã, um encontro ecumênico entre várias igrejas cristãs, desde a igreja Católica Apostólica Romana até igrejas derivadas do Protestatismo de 1517. Apesar de não ter ido, já conhecia tanto o Summer Night, como os eventos ecumênicos, e também a maioria das apresentações católicas, uma vez que pertenço ao berço Católico, e por sua vez tenho como obrigação moral, de conhecer as demais igrejas a fim de vivenciar diariamente o ecumenismo. Portanto, a primeira crítica que levantaria sobre o Evento é o nome em relação a estação do ano em que foi realizada. E jamais me atentaria a temperatura daquele dia para contrapor o título, uma vez que nos dias de hoje, podemos presenciar madrugadas frias em pleno Verão. Todavia, hoje encontrei uma reportagem impressa no jornal O Estado de S. Paulo, caderno Metrópole, página C6 escrita por um repórter chamado Paulo Sampaio, onde encontrei além de uma atividade metropolitana, uma reportagem extremamente de opinião, com erros gravíssismos de redação e uma falta de profissionalismo e incompetência editorial enorme, uma vez que admitiram, um texto dessa construção, sem lógica de raciocínio e de aspecto tão sensacionalista. Porém o que mais me chamou a atenção foi a falta de responsabilidade social que esse jornalista e esse jornal tiveram ao permitir que tal péssima redação fosse publicada, sem pensar nas consequências morais diante de uma sociedade que necessita de uma construção de pensamento, portanto sem matérias de opinião assinadas por um indivíduo e não por um corpo editorial, que necessita aprender a criar suas próprias críticas, após a apresentação de fatos abortados com o comprometimento da verdade e do bom senso.
Em um instante então, só consegui concluir que, não só Osama bin Laden ou a Al-Qaeda, mas até um cidadão inocente ao demonstrar falta de responsabilidade e comprometimento com sua profissão, podem ser responsáveis por atos de discriminação religiosa e extremo preconceito cultural, ou seja, que cada dia mais, todos nós possuimos um dever e responsabilidade por nossas palavras e atitudes quando aceitamos viver em sociedade. Que o meu ato pode interferir na sua decisão. Que não estamos sozinhos, e por isso, precisamos possuir sempre respeito e honestidade com nossa comunidade, e que nossos preconceitos devem ser guardados para que possamos trabalhá-los a cada dia, assim evitaremos falta de carater e maior dignidade como cidadão.

Link da reportagem

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domingo, 23 de maio de 2010

Madrugada, Obrigada!


É madrugada e ainda sinto a alma pesar além do corpo. Deveria ter passado, deveria ter esquecido, deveria estar dormindo, deveria ter apenas fingido, deveria ter ficado calada, observado... Não sei mais o que posso fazer, nem sei mais quais sentimentos ainda são possíveis sentir. Além desse que não é sentimento algum, mas nesse momento se torna o único, a minha única companhia, enquanto, os corpos dançam, enquanto as pessoas bebem, enquanto os amantes transam, eu tenho só esse sentimento nessa madrugada.
Um sentimento inexistente, porém extremamente forte, o suficiente para me fazer sentir não apenas com a alma, mas com o próprio corpo. Meu corpo deveria estar deitado, deveria estar entrelaçado, deveria estar na pista mostrando minhas curvas ao rodar do vestido, mas ele tbem está aqui sendo dessa vez o prisioneiro dessa alma que sente esse tal sentimento inexistente. Diabos!
O que estou dizendo, o que estou fazendo, o que estou pensando, o que estou escrevendo, deveria estar quieta, escondida, ali, sentada, solitária... Deveria estar compondo versos em minha mente, e os esquecendo em seguinda, por talvez, só talvez por começar a sentir ambos, corpo e alma pesados, e assim, começar a cair e me entregar ao sono deveras próspero.
Por falar em próspero, estamos em mais um fim de semana, o que deveria ter sido próspero, mas definitivamente, só será mais um fim de semana, deveria estar nesse momento num show, cantando, bebendo, fumando e me entregando a amante, que é essa madrugada que lá fora, é tão mais bonita, deveria estar me esquecendo. E não importa o jeito, e nem o que iriam dizer, deveria estar vivendo. Mas que raios de inferno! A proposta desde o iniciar desse dia, não era viver mais um... E o que aconteceu que ele passou e nem se quer sentir passar... Deve ser esse sentimento! Mas que sentimento?
De fato estou enlouquecendo, são tantos pensamentos, tantas palavras, vidas, idas e caminhadas, que todas vão se acumulando e não tenho a quem entregá-las, com quem compartilhá-las. Vivo, vivo uma mentira de vida, ou vivo mentindo, com a finalidade de viver através das mentiras. Mas o que estou dizendo... Como assim mentiras? Nem sei quais são as verdades... Então, cale essa boca, se faça o favor, de ser mais paciente e menos intransigente consigo. E apenas se deite e durma, ou pelo menos finja dormir... Assim, seu dia amanhã poderá, pelo menos ele, fingir que será mais promissor. Tão quanto essa madrugada está sendo...

Retrato: Henri de Toulouse-Lautrec "A Ruiva" de 1896
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quarta-feira, 19 de maio de 2010

Esconderijo - Sandy Leah



Albúm: Sandy Manuscrito - Faixa 13

Segredos - Frejat



Tem coisas que não importa o quanto você espera, deseja ou simplesmente sonhe... Você já sabe antecipadamente que não vale a pena. E não é o caso, de desistir de um sonho por ser algo impossível, nada disso, é somente desistir porque você reconhece que não vale a pena, nenhum segundo, seja lá o que possa ser feito, no final tudo sempre tem o mesmo destino o lixo.
Você tenta, erra, acerta, não interessa, porque os ideais são diferentes, sem certo e errado, apenas diferente...
O difícil é quando você não consegue esquecer, mas tudo bem. Porque no final as coisas sempre passam... As palavras ditas serão esquecidas, o carinho não recebido será recompensado, a atenção perdida será realicercada. Só precisa encontrar a pessoa certa, certa para você. E quando isso acontecer, ai, você saberá que nessa história toda, o mais importante sempre foi unicamente você. E então, estará pronta para o amor de verdade.